terça-feira, 14 de julho de 2009

Gargalhada


(...)
Escuta bem:
Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah!
Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica:
do céu que venta,
do mar que dança,
e de mim.
Cecília Meirelles

.

Andar nas calçadas malfeitas já não faz muito sentido. Abrir a janela que vai para o muro velho já não faz mais sentido. Uma vida bandida caíria bem, mas é muito criminoso, perigoso. Se encontrar e perder o caminho não faz sentido também, é burro. Aplaudir uma miss de qualquer coisa sem chance. Então, o que resta? Uma novela ensaiada, uma música de outros sentimentos, horários determinados, no jornal mais uma desgraça.
E
essas
letras
erradas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Blues do elevador - Zeca Baleiro.

Ora quem é que não sabe o que é se sentir sozinho
Mais sozinho que um elevador vazio.
Achando a vida tão chata
Achando a vida mais chata do que um cantor de soul.

Sou eu quem te refresca a memória
Quando te esqueces de regar as plantas
E de dependurar as roupas brancas no varal.
Só faz milagres quem crê que faz milagres.
Como transformar lágrima em canção.

Vejo os pombos no asfalto, eles sabem voar alto
Mais insistem em catar as migalhas do chão.

Sei rir mostrando os dentes e a língua afiada
Mais cortante que um velho blues.

Mas hoje eu só quero chorar como um poeta do passado
E fumar o meu cigarro na falta de absinto.
Eu sinto tanto, eu sinto muito, eu nada sinto.
Como dizia Madalena replicando os fariseus
Quem dá aos pobres empresta a Deus.



Ótima música para dias cinzas, em que o ponteiro do relógio passa mais lentamente ironizando sua agonia, em que vozes são comparadas com buzinas, em que a fumaça do velho tabaco substitui um abraço.

As noites são guardadas.

_ Elza, ''essa vida é a mais estranha que já vivi.''
Por que você faz sentido? Ou talvez seja apenas o Pequeno Príncipe que tenha entendido tudo sem ao menos ter vivido diretamente isso...
''É o tempo que dedicas a tua rosa, que a faz importante.''
A madrugada é toda sua... e fico feliz por isso.
Não há sentido, é que minha alma é velha.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Refém dos ponteiros frenéticos

Sem medo. O futuro é lindo. Permita.

domingo, 5 de julho de 2009

Sequer um pingo.

É preciso ter paciência
tu dizes
palavras não caem como chuva

não se deixe molhar
impunemente
Herbert Emanuel, meu professor de Filosofia.

Janela no domigo.

Sol, sono.