domingo, 8 de maio de 2022

I'm tired

Sinto como se eu tivesse iniciado uma maratona em 01/01/2022. 

Uma corrida para chegar em Lisboa o mais rápido possível, 

para reencontrá-lo o mais rápido possível, 

para realizar esse sonho antigo. 

Um semestre difícil, uma corrida íngreme, exigiu muito de mim: emocional, financeiro, físico, mental. 

Agora tão perto da linha de chegada, ainda tenho os obstáculos que fazem de tudo para me derrubar, me fazer desistir, perder a alegria, dissolver meu entusiasmo, desencadeia dúvidas e medos, e mais coisas para planejar. 

Será que valerá a pena passar por tudo isso? 

Meu autosacríficio será recompensado com lágrimas? Não me parece justo.

Sinto o cansaço. Aquele cansaço que bate na última volta da pista, perto do cume, a um passo da linha de chegada. É o genuíno cansaço. 

Não tenho disposições para brigas, para confusões amorosas, para me envolver na teia da complexidade do outro. Não quero entender por ora, nem questionar.

Desejo profundamente o descanso. 

Não quero pensar, não quero planejar, não quero analisar. Quero apenas respirar e contemplar. 

Uma pausa. 

Um freio. 

Um sono. 

Uma paisagem.

Um momento. 

O meu momento. 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

A cura

 Busco me curar de mim. 

Curar o meu egoísmo. Largar mão do controle. Permitir que as pessoas sejam quem são. Mudar minha percepção. Reagir de maneira diferente. Sentir de maneira diferente. Enxergar de maneira diferente. As pessoas, os lugares, as relações.
Quero plantar alguma semente, em que o fruto seja bom e as flores saudáveis. Que seja real.
Desfazer-me do castelo de areia que eu insisto em retornar, em dar voltas e voltas, para fugir do maior problema dos meus males: eu mesma. O mundo de fantasia, a longo prazo, só vai trazer arrependimentos.


Qual a cura? Qual o remédio para si mesmo? Sem a ilusão de uma viagem, roupas, botox, noitadas e sexo. Uma missa será? A religião sempre domou a vida das pessoas, talvez dê um jeito na minha. Não. Música, meditação, filho ou felino? Qual a graça de estar em um labirinto sem saber se há saída? Tem solução pra mim, Deus?


Suspeito que o tempo seja a solução. Abstrato, invisível e indomável.


Se eu piorar com o tempo? Mas se melhorar? Penso em desistir, entregar a minha ao tempo e ir vivendo sem pretensões, com cinismo, sem abalo, como se não tivesse autorresponsabilidade e entregasse as consequências ao tempo, a Deus, é tudo a mesma coisa.

Eu quero me livrar da aflição de ser quem sou. Eu quero o simples, a claridade, o desafogo. Separar-me de mim mesma. Haverá algum consolo? Eu acho que eu quero mesmo é me aposentar de ser quem sou. 


sexta-feira, 22 de abril de 2022

Afago = dinheiro

 Hoje saiu meu pagamento, 

ainda enrolada com dívidas, pago-as todas, sobra pouco, gerencio o pouco. FIM. 

Começo a sonhar com a minha viagem e uma alegria me arrasta: eu estou feliz. 

Agradeço a Deus por ter essa oportunidade, por ter essa vivência, por conseguir realizar e alcançar alguns sonhos, memórias e histórias que vou levar por toda a minha vida. Não penso em outros, penso em mim, na minha vida e no meu encontro comigo mesma. Celebrarei em alto estilo.

Obrigada, Deus. Obrigada!

Feliz. 

quinta-feira, 21 de abril de 2022

simples sim assim

A pretensão ou despretensão do artista, 

a rima do poeta, 

o processo criativo do enredo de uma história, 

um quadro carregado de cores e leis próprias, 

uma sinfonia, 

uma obra arquitetônica colossal,

uma invenção revolucionária,


As mais belas realizações do mundo não consolam um coração partido, um mente angustiada e os dilemas insolúveis. A dor foi um motor propulsor para toda e qualquer criação, mas.... 

Deus, tudo que eu mais desejo é simplicidade!

meu aniversário

 O dia amanheceu chuvoso. 

Rotina e trabalho. Mas por dentro eu explodia fogos de artifício. 

Significativo nos sentimentos. 

Eu fingi pra mim mesma. 

O futuro que parecia incerto, agora desenha os ares da certeza: solidão. 

Muda-se a melodia, mas o ritmo é o mesmo. 

tal como é

 Choro. Copiosamente eu choro. 

Eu prefiro fugir, partir para outra estrada, a encarar a minha realidade, a dor do meu coração. 

Não importa o que eu faça, o que eu seja, o que eu saiba, o que eu leia, o que eu sacrifique. Nada importa. 

Eu queria ser amada. Valorizada. Zelada. 

Mas tudo recai nos meus ombros. Estou cansada, então eu fujo. 

Andarilha e errante. Engraçado como eu coloquei esse papel no pedestal quando mais jovem, e agora tudo que eu desejo é me livrar dele. Estabilizar-me. Ter um lar e uma família. Um lugar para retornar. 

Mas estou presa no labirinto que eu mesma criei para mim. Como um vício. 

Uma melancolia e uma solidão é tudo que há no horizonte. 

Eu queria entender o porquê, o motivo, a razão. Mas é apenas o meu fardo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Se quiseres, eu quero

 Com frequência eu lembro toda a história: o primeiro encontro, o segundo, o terceiro, o início da paixão, das aventuras e risos. 

Depois veio a despedida. A esperada, mas não querida despedida. Veio o tempo, a distância geográfica, as conversas frequentes, mas meu coração não queria acreditar em ilusões. De toda a forma, a continuidade da aventura foi planejada. 

A incerteza, a distância e os caminhos íngremes faziam a desesperança crescer. Aceitei: "é só isso". 

Mas, tua doçura, tua segurança e tua atenção confortavam-me, independentemente do que viria. 

Não consigo encontrar explicação, lógica ou sensatez nessa história. Só consigo ver e me mover pelos sentimentos, e sei que em ti passas o mesmo. 

É engraçado como o inesperado traça e cruza as linhas dos destinos, tornando esse emaranhado de desafios em possibilidade e o resultado... não é previsível, é apenas mistério. E quando damos conta, os sonhos tornam-se realidades. 

Sou grata por cada momento, 

cada sentimento, 

cada lágrima 

e

não vou desistir de nós.